Usos da Radioatividade
    radioatividade A radiação é uma energia emitida naturalmente, ou não, de alguns elementos químicos. Hoje é empregada em diversas finalidades. Desde o seu início foi mais voltado para fins bélicos; depois, novos horizontes foram abertos coma  utilização da radiatividade para a produção de energia. Desde a primeira usina nuclear para fins energéticos, construída na Rússia, na cidade de Obninsk, em 1954, até nossos dias, achamos novos meios de utilizar essa forma de energia. Fins medicinais, alimentícios, além das já tradicionais formas, fazem da radiação um fator real no cotidiano mundial.

    Especificamente a física nuclear, em que se começou a considerar a possibilidade de alterar o núcleo de um átomo, despertou o interesse militar para o uso dessa ciência. No fim da Segunda Guerra Mundial, foram feitos com uma bomba que usasse a técnica de fissão nuclear. O resultado no teste deu positivo, dando as condições para que esse tipo de bomba fosse lançada no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, a bomba atômica. O sucesso da bomba nuclear foi justamente ter usado a radioatividade para atingir o homem.

    A humanidade e a radioatividade não têm uma relação vantajosa, especialmente para os humanos. Isso porque os elementos radioativos lançam essa radioatividade em forma de partículas alfa, beta e gama. As partículas beta e gama são absorvidas pelo corpo e podem causar deformações em células, tecidos e órgãos no corpo humano, o que acarreta, por exemplo, em câncer. Já as partículas alfa causam queimaduras profundas quando entram em contato com a pele.

    Os possíveis usos da radioatividade e de técnicas físicas também podem ser aproveitados  na produção de energia. A energia nuclear é hoje ainda uma fonte secundária de energia, ainda não teve espaço semelhante ao espaço ocupado pelos combustíveis fósseis e pela energia elétrica. No entanto, é uma fonte de energia que tem ganhado espaço, até porque, apresenta muitas vantagens em relação às outras. O Brasil, por exemplo, já tem a Itaipu 1,2 e 3, as usinas de energia nuclear.  O atual modela de produção energética utiliza a técnica de fissão nuclear e não a de fusão. A fusão nuclear não é completamente explorada, apesar de se mostrar mais proveitosa e mais potente que a fissão nuclear, seja mais cara.

    Tem-se criado formas de usar a radioatividade de forma cada vez mais proveitosa ao homem. Prova disso é a utilização desse efeito na Medicina. Os usos são diversos, como, por exemplo, no uso de diagnósticos e no próprio combate a algumas doenças. Talvez o uso medicinal mais famoso seja a radioterapia no combate ao câncer, em que um raio de material radioativo é lançado sobre o local do tumor. O efeito da radioatividade destrói o tumor, mas causa outros efeitos no corpo.

    Outro uso é o de diagnósticos. Alguns materiais têm a peculiaridade de se acumular em determinados órgãos. É o caso do isótopo iodo-131, que é usado para identificar problemas na tireoide. Ele é contido numa solução que o paciente bebe e, após algum tempo, com a utilização de um aparelho detector, é possível ver como vai a atividade, o tamanho e a forma da tireoide. Além desse existem aplicações radioativas para rastear outras partes do corpo humano como o cérebro, sistema circulatório, pulmão e outros.   

    Além disso, a radioatividade está presente em nossa alimentação. Um exemplo disso são as carnes que consumimos: por não poder passar pelo processo comum de eliminação de bactérias, são expostos à radiação de modo que ela elimine os germes e bactérias existentes no alimento.

    Mesmo assim, a proximidade com radiação já trouxe grandes problemas. Isso em razão de acidentes que acabam deixando pessoas à exposição de radioatividade como aconteceu em Fukushima, no Japão, Chernobyl, na Ucrânia ou no acidente ocorrido em no estado  de Goiás com o Césio-137. Esses acidentes provavelmente não aconteceriam se a forma de produção de energia atômica fosse com o uso da técnica de fusão nuclear no lugar de fissão nuclear.