símbolo átomoOs assuntos atômicos estão cada vez mais frequentes no nosso dia a dia. Em telejornais, anunciando novas formas de energia ou, em ocasiões mais tristes, noticiando desastres com radiação. No médico, em exames como raio-x, quimioterapia e outros, temos também a presença do tema. Mesmo quando não vemos, temos esse assunto pela frente, por exemplo, no fato de alguns alimentos de consumo humano, como carne e peixes, serem expostos à radiação para impedir que fungos ou bactérias estraguem-no.

Como já vimos, a ciência nuclear está em alta. Um dos campos dessa área é a fusão nuclear. Essa fusão acontece quando dois ou mais núcleos se unem, formando um outro núcleo mais pesado e, durante esse processo, se libera uma enorme quantidade de energia. É o processo que ocorre no Sol: uma grande bola de hidrogênio, atingindo grandes temperaturas e altas pressões, tem os átomos do hidrogênio constantemente em fusão. Com isso, são liberadas grandes quantidades de energia que chegam em forma de calor e luz para nós.

As primeiras pesquisas a respeito dessa forma de energia foram feitas após a Segunda Guerra Mundial. Após a bomba nuclear ter o efeito desejado pelos Estados Unidos, viu-se o poder que a manipulação de átomos poderia ter. A bomba nuclear funciona a partir da fissão nuclear, ou seja, a divisão do núcleo. Agora eles buscavam uma nova forma de produção de energia, a fusão nuclear, que, ao invés de dividir um núcleo, faz a união entre dois ou mais. Foi cogitada a construção de uma “superbomba” que funcionasse a partir da fusão. Essa bomba veio a existir muitos anos mais tarde, que veio a ser a bomba de hidrogênio.

Trazendo esse artifício para um fim mais próximo de nós, a fusão nuclear tem capacidade para ser uma ótima saída para o esgotamento de fontes de energia no planeta. Ela é capaz de produzir bem mais energia que o modelo atual de energia nuclear. Pode ser obtida através do hidrogênio contido na água do mar e ainda apresenta a vantagem de não produzir lixo atômico. Talvez o lado mais vantajoso de produção de energia a partir da fusão nuclear seja o fato de o risco de acontecer acidentes, como o corrido na cidade de Fukushima, no Japão, ser praticamente zero. Isso porque esse processo não acontece em cadeia. Portanto, se as condições necessárias para o seu acontecimento forem interrompidas, a fusão logo “freará” e não se espalhará pelo local.

O fator que “atrasa” o desenvolvimento dessa área é o alto custo que precisar ser gasto para começar a produção desse tipo de energia. Entre pesquisas e fazer estruturas físicas para se conseguir dominar a fusão nuclear, o valor a ser investido é gigantesco e, com isso, demora-se mais até conseguir iniciar os projetos que envolvem a fusão nuclear. No entanto, é válido investir muito agora, já que esse invertimento pode ficar ainda mais caro quando as outras fontes de energia, como petróleo, já estiverem esgotadas e não tivermos mais como sustentar nosso consumo energético.

Sendo assim, a fusão nuclear é um futuro que se faz cada vez mais presente e necessário. Não para fins bélicos, mas de forma a ajudar a produção de energia de forma limpa, explorando menos o meio ambiente. Além dessa aplicação, como já vimos, a fusões, fissões, núcleo e radioatividade já são elementos presentes no dia de pessoas comuns.